Departamento de Segurança dos EUA vai acompanhar inspeção de turistas em países isentos de visto

O Escritório de Imigração e Alfândega dos EUA no Departamento de Segurança Interna em Washington, DC. FOTO: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AGENCE FRANCE-PRESSE / GETTY IMAGES

O ‘Departament of Homeland Security’ está exigindo medidas de segurança mais duras de países que participam do Programa de Isenção de Visto. Entre as mudanças divulgadas no fim do ano passado está o acompanhamento das técnicas de inspeção aeroportuária aplicadas pelos 38 países que aderiram ao Programa.

WASHINGTON – O Departamento de Segurança Interna dos EUA divulgou em dezembro do ano passado novos requisitos para os países que participam do Programa de Isenção de Visto como parte dos esforços da administração do Presidente Donald Trump para apertar a segurança das fronteiras americanas. O DHS anunciou que os 38 países que participam do programa agora serão obrigados a usar a informação antiterrorista dos EUA para classificar os viajantes que atravessam suas fronteiras, como parte de seus acordos de compartilhamento de informações existentes.

Os Estados Unidos também começarão a avaliar a eficácia das estratégias adotadas pelos países e como estes estão protegendo-se das ameaças à segurança da aviação, certificando-se de que eles examinam seus funcionários do aeroporto e garantem que esses funcionários não estejam corrompidos.

Eles também exigirão que a Hungria, Grécia, Portugal e São Marinho – quatro países cujos cidadãos permaneceram nos EUA mais do que o permitido, paguem uma taxa de dois por cento ou mais que no ano passado – para lançar campanhas de informação pública para educar seus cidadãos sobre os detalhes do programa e consequências de violar suas condições.

FRONTEIRA LIVRE

O Programa de Isenção de Visto permite que cidadãos de 38 países viajem para os EUA para negócios ou turismo por até 90 dias sem ter que obter vistos. Cerca de 20 milhões de pessoas viajam no programa todos os anos.

“Os Estados Unidos enfrentam um inimigo adaptativo e ágil, já que os terroristas continuam a explorar maneiras de chegar ao nosso país e direcionar, habilitar e inspirar ataques contra nós”, disse a nova secretária da agência, Kirstjen Nielsen, em um comunicado. “É extremamente importante ficar à frente dessas ameaças, melhorando a nossa postura de segurança”.

Como parte do lançamento, o DHS também está convidando o Congresso a aprovar legislação para tornar permanente uma série de medidas já implementadas, como exigir que os países permitam que os Federal Air Marshals dos Estados Unidos operem em aviões dirigidos aos EUA.

Segundo divulgado pela agência Associated Press, funcionários superiores da administração enfatizaram que esperam que os países cumpram voluntariamente. Mas, se não o fizerem, os Estados Unidos podem dar uma série de passos, incluindo, em última instância, o fim da adesão ao programa. Os funcionários também destacaram que vários países que aderiram ao programa já concordaram com os novos termos, porém, se recusaram a dizer quantos ou quais.

Com informações: AP