Ex-secretários de segurança interna dos EUA pedem solução do DACA até 19 de janeiro

Uma reunião fora do Capitólio no mês passado em apoio ao programa de Ação Diferida para Ingressos Infantis. Crédito Al Drago para The New York Times

Na carta entregue aos parlamentares americanos os ex-Secretários afirmaram que se uma decisão sobre o programa não for tomada até o meio de janeiro/18 os jovens terão suas permissões de trabalho expiradas e serão alvos de deportação imediata.

Três ex-secretários de segurança nacional dos EUA alertaram os líderes do Congresso e funcionários de ambos os partidos nesta quarta-feira, 03 de janeiro, sobra o curto prazo para deliberação de uma ação legislativa que busque proteger os jovens oriundos do programa DACA.  A carta assinada por Jeh Johnson e Janet Napolitano, secretários de segurança nacional durante o governo do presidente Barack Obama e Michael Chertoff, secretário de segurança nacional durante o governo do  presidente George W. Bush foi enviada às lideranças do Congresso.

Apoiadores do DACA no mês passado ocupando o gabinete do senador Bill Nelson, democrata da Flórida. O Sr. Nelson está entre os democratas que pediram ao presidente Trump que prorrogue o prazo de renovação, mas os ativistas criticaram os líderes democratas antes do recesso de férias por não terem aprovado a legislação. Crédito Tom Brenner / The New York Times

O documento foi enviado nesta quarta-feira para explicitar a urgência de uma decisão factível entre os líderes do Congresso e assessores do Presidente Donald Trump que estão reunidos para debater o assunto. “Nós escrevemos não só em forte apoio a uma legislação favorável aos jovens, mas também enfatizamos que ela deve ser promulgada rapidamente, a fim de cumprir o caminho administrativo para sua implementação”, descreve trecho da carta enviada.

Outra razão apontada para justificar a urgência da decisão foi a necessidade de oferecer aos empregadores dos jovens beneficiários do DACA um posicionamento sobre a legalidade de suas autorizações de trabalho. “Por estas razões, o prazo realista para o sucesso do estabelecimento de um programa Dreamers a tempo de evitar a perda em grande escala da autorização de trabalho e proteção de deportação é de apenas algumas semanas, em meados de janeiro”, alertaram os ex-secretários.

Ainda na carta, os ex-funcionários sinalizaram que o prazo de seis meses concedido pelo Presidente Trump para que o Congresso emitisse uma decisão sobre o assunto deu a impressão aos parlamentares que a  questão não era urgente. “A legislação é a única maneira permanente de impedir que esses Sonhadores percam a autorização de trabalho e se tornem sujeitos a deportação imediata. Estabelecer um programa para julgar efetivamente um novo sistema de aplicação de imigração deve ser feito com responsabilidade”, destacou a carta.

PRESSÃO SOB O CONGRESSO

Em setembro de 2017, Donald Trump ordenou o fim do programa que protege os jovens imigrantes indocumentados da deportação e concedeu ao Congresso seis meses para estender essas proteções, concedidas pelo Presidente Barack Obama sob uma ação executiva em 2012. A política permite que os beneficiários do programa, conhecidos como sonhadores, possam permanecer nos EUA sem medo de remoção imediata e dá-lhes o direito de trabalhar legalmente.

Os assessores dos líderes republicanos e democratas da Câmara e do Senado se recusaram a comentar o documento.

Com informações: The New York Times