Facilitação para Indústria de alumínio no Brasil deve aumentar presença do produto no mercado Internacional, avalia especialista

Em outubro deste ano, representantes da Indústria de Alumínio do Brasil pediram aos presidenciáveis a simplificação de licenças. Em alguns casos, companhias buscam aprovação junto a mais de oito órgãos. A simplificação da emissão de licenças e certidões exigidas pelo Estado às mineradoras é uma das principais soluções necessárias para crescimento do setor.

Dados da Associação Brasileira do Alumínio mostram o Brasil como o décimo primeiro produtor de alumínio primário, precedido pela China, Rússia, Canadá, Emirados Árabes, Índia, Austrália, Noruega, Bahrein e Estados Unidos;  terceiro produtor de bauxita, atrás da Austrália e China; e terceiro produtor de alumina, atrás de China e Austrália. O setor tem muito para crescer.

A participação das Exportações de Alumínio nas Exportações Brasileiras é de 1,9%. Segundo apresentado pelos industriais do setor no início do mês aos candidatos à Presidência da República, o estado terá papel decisório

Benjamin Sanossian – Diretor Executivo Alumínio Globo

no crescimento do Setor nos próximos anos. A desburocratização e a diminuição do tempo para aprovação de licenças foi a principal demanda apresentada aos presidenciáveis para alavancar a indústria de alumínio do Brasil.

“No Canadá, o tempo médio para emissão de licenças é de um ano; aqui, é de ao menos cinco. A tributação de itens produzidos a partir de alumínio reciclado também precisa ser revista. Cerca de 40% do alumínio usado no país vem da reciclagem. A sucata e o metal bruto têm a mesma tributação. A prática, que contribui para reduzir as emissões de carbono, acaba desestimulada”, avalia Benjamin Sanossian, Diretor Executivo da gigante Alumínio Globo.

ALUMÍNIO DO BRASIL NO EXTERIOR

Para Sanossian, o potencial do setor para a economia do Brasil pode ser melhorado a partir da vontade política. Segundo o Diretor Executivo, o faturamento do setor em 2017 foi de R$ 65,4 bilhões de reais com geração de 14.877 empregos diretos, uma prova de que o setor de alumínio no Brasil tem grande potencial.

“A compreensão do nosso setor como fundamental para a economia brasileira é muito importante. O novo chefe do Executivo Federal terá papel decisório para alavancar o setor e aumentar a competitividade do produto brasileiro. Nossa capacidade de produção e a qualidade do nosso produto é inquestionável, inclusive no contexto internacional”, explica Benjamin Sanossian.