Em debate líderes do sul da Flórida apelam a Trump pela proteção de imigrantes

(Amy Beth Bennett / Sun Sentinel)

Os líderes do sul da Flórida pediram, durante debate sobre imigração, ao presidente Donald Trump que proteja os imigrantes que enfrentam a deportação sob as normas de sua administração. Para eles, algumas medidas adotadas são uma tentativa de ‘embranquecer’ o país.

As recentes políticas ostensivas, adotadas pelo Presidente Trump, com relação à questão imigratória fez com que líderes das comunidades do Sul do estado da Flórida se posicionassem durante uma mesa redonda sobre imigração promovida no estado na última segunda-feira. O presidente apoiou a redução do status de proteção temporária (asilo) que permite que os imigrantes permaneçam nos EUA por causa de circunstâncias severas em seu próprio país e deixou sobre o Congresso o destino dos mais de 700 mil jovens sonhadores do DACA.

Os membros do Conselho Escolar da Broward, que apoiam o Status Temporário Protegido para estudantes, funcionários e administradores, afirmaram que as novas ações de Trump tem gerado um ambiente de medo entre os imigrantes. Muitos deles, segundo o grupo, vivem com medo da deportação.

“Estamos lidando agora com jovens que têm medo de preencher quaisquer formulários para a faculdade”, disse Rosiland Osgood, membro do Conselho Escolar do Condado de Broward. “Isso é sim sobre o controle de populações imigrantes isso é sim sobre tornar a América branca novamente”, afirmou ela.

Magalie Pena Vancol, membro da União Internacional dos Trabalhadores e Serviços, disse que muitas pessoas em sua comunidade têm medo de deixar suas casas com medo de serem detidas. Nascida no Haiti, viveu nos Estados Unidos desde 1977. “Eles nem vão à igreja porque têm medo, eles não sabem quando a imigração vai abrir a porta”, afirma Vancol.

A deputada dos EUA, Debbie Wasserman Schultz, D-Weston, que organizou a mesa redonda de imigração na última segunda-feira na cidade de Sunrise-FL, qualificou as políticas imigratórias de Trump como “horríveis”. “Ele está tentando acabar com a diversidade neste país”, disse ela. Wasserman Schultz disse que seu objetivo é dar aos imigrantes “alguma esperança de que haja agentes públicos e políticos dispostos a alçar voz em defesa de seus direitos”.

Farah Larrieux, uma empresária que chegou há 13 anos do Haiti em Status Provisório, disse que o presidente anunciou que os haitianos perderiam esse status, ela vive diariamente sob o espectro da deportação. “É preciso muita energia, motivação e coragem para planejar minha rotina diária … Estou tentando não me focar nessa possível deportação e permanecer otimista”, afirma ela.

Com informações: SunSentinel